quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O que querem os militares em greve do Espírito Santo

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O estopim para o movimento das mulheres que bloqueiam os portões de entrada do quartel da PM em Vitória, segundo o cabo Thiago Bicalho, do 7º Batalhão da Polícia Militar do Espírito Santo e diretor Social e de Relações Públicas da ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar), foi o "descaso do governo com a Polícia Militar".

Desde sábado (4), grupos formados por familiares dos militares impedem a saída dos carros de polícia dos batalhões da corporação. O protesto resultou em caos na segurança pública, com 200 roubos de veículo em um dia (a média do Estado é de 20 casos diários) e 75 mortes registradas nos últimos dias - a estimativa é da associação de policiais, e o governo não confirma nem desmente os números.

Entre os descontentamentos dos familiares dos PMs, está a falta de efetivo dos militares em todo o Estado, que hoje é menor do que o previsto. "Existem, hoje, menos de 10 mil PMs. A previsão é de 10.700, mas a gente sabe que por causa de aposentadorias e suspensão de concurso para reposição tem menos", explica Bicalho.

De acordo com ele, o último concurso feito para a PM do Estado aconteceu em 2014.

O cabo ainda diz que o salário-base de um PM no Espírito Santo é de R$ 2.643 --"o pior do Brasil", segundo ele. Bicalho ressalta que os PMs não recebem nenhum tipo de benefício, como vale-alimentação.

Entre as reivindicações que seriam apresentadas pelos familiares em nome dos policiais, estaria um reajuste de 43%, acumulado referente aos sete anos em que não há aumento, e um auxílio-alimentação de R$ 176.

Fonte: noticias.uol.com.br

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